Detalhes do passeio até Salinas Grandes e Purmamarca

     Neste post vou contar como é o Passeio pela Região da Puna passando pelas Salinas Grandes e fechando em Purmamarca. Esse passeio é o mais longo dentre os disponíveis por lá, dura cerca de 14 horas mas vale muito a pena! É lindo e bem interativo. O trajeto do passeio é:

Salta – > Quebrada del Toro seguindo o caminho do Tren a las Nubens -> Vilarejo Alfarcito -> Santo Antônio de los Cobres -> Salinas Grandes -> Pico de 4170 metrôs em Jujuy -> Purmamarca -> Salta

     Muita gente opta por ficar no ponto final, dormir em Purmamarca e no dia seguinte seguir com o passeio até Humahuaca, San Salvador de Jujuy e Tilcara. Eu super recomendo essa opção, especialmente para diminuir a “carga horária” do passeio de 14 para 11 horas e também para aproveitar um pouco mais Purmamarca. Infelizmente eu não tive dias suficientes para isso e voltei a Salta no mesmo dia.

     Fiz o passeio com a agência local Uma Travel e comprei através do Argentina 4 You, achei excelente, bem organizado e o guia muito informado. Saímos do hotel por volta das 7am e a primeira parada é em uma lojinha de conveniência para que todos comprem água e folhas de coca, é essencial! Subimos a 4170 metrôs de altura e a única maneira de evitar o mau estar devido a altitude é hidratando-se e “coqueando“. Não se assustem, a coca é legalizada e não deixa você doidão rs, eu particularmente não gostei muito pois ela é bem fedida, mas tomei 1,5 litros de água e com isso não tive problemas durante toda a viagem! A folha da coca é colocada no canto da boca, não pode mastigar nem engolir!

     Feito isso seguimos rumo a região da Puna, como é conhecida a área desértica onde estão todos esses pontos que mencionei acima. Também é chamada de região pré andina pois está ao lado da cordilheira dos Andes, que divide o Chile e Argentina. Bom, esse passeio segue o mesmo trajeto do tren a las nubens, se fizer o passeio em um sábado certamente irá cruzar com ele em alguma parte do dia. As duas paradas iniciais acontecem na famosa Quebrada del Toro sendo uma para fotos do trilho do trem e a segunda para fotos com os deslumbrantes cerros coloridos e cactos ao fundo.

     É lindo demais pessoal, entre uma parada e outra você vai se encantando e se apaixonando com esses montes que misturam diversos tons de laranja, vermelho, marrom, um pouco de bege e verde. As cores são resultado de acumulo de fósseis e minerais de milhões de anos, muito interessante. O guia comentou que o verde por exemplo são fósseis provenientes de peixes, o que nos conta que um dia, águas marinhas estiveram ali. Outra coisa que aprendi nesta viagem foi que os cactos dessa região, depois de mortos e secos naturalmente, fornecem uma madeira bem forte que pode ser usada em móveis, construções etc.

O que é uma Quebrada? Os argentinos chamam de quebrada quando há dois grandes montes e um rio que passa no meio. Geralmente a quebrada leva o nome do rio, exemplo: rio Toro = Quebrada del Toro.

     Depois de umas 100 fotos com os cactos e cores ao fundo + um pipi atrás do arbusto, partimos rumo ao vilarejo de El Alfarcito no qual eu chorei de tanta emoção ao conhecer sua história. Detalhe que, durante todo o trajeto você vai vendo mais e mais morros com cores e formações incríveis. El Alfarcito é uma comunidade que fica na Quebrada del Toro e foi constituída pelo padre Chifri em 1999 com o intuito de levar educação e uma vida melhor aos moradores do alto da montanha, imaginem que esses moradores não tinham nada!! Um dos principais feitos do padre foi a criação de uma escola na qual essas crianças podem estudar e buscar um futuro em universidades, no dia em que visitei a vila os alunos estavam lá, estudando seriamente (não tirei fotos dos aluninhos a pedidos). Chifri também criou campos de futebol e quadras para que as crianças pudessem brincar e viver uma infância real. O que mais me emocionou foi a história milagrosa do padre; a região da Puna é bem extensa e os morados não estavam localizados um ao lado do outro, com isso o padre criou uma ” tirolesa”  para ir de um complexo de casas a outro, um certo dia ele se acidentou na tirolesa, quebrou quase todos os ossos e beirou a morte, por um milagre sobreviveu e com tempo voltou a andar, o mais impressionante? Ele não desceu do morro para ser tratado, acreditava tanto em seu trabalho que sempre disse: a comunidade tem total condições de me curar!  Durante sua recuperação o papa Francisco enviou uma mensagem aos primeiros estudantes de El Alfarcito a se formar, elogiou o trabalho do padre e pediu orações por ele, em poucas semanas o Padre voltou a andar!!! Impressionante! Chifri morreu em 2011 porém o trabalho na comunidade segue com força total. Veja aqui mais sobre a comunidade.

     De El Alfarcito partimos rumo a Santo Antônio de Los Cobres lá no alto da montanha, seguindo entre montanhas coloridas. Los Cobres é uma cidadezinha simples, bem pequena na qual almoçamos, provei carne de lhama que é bem fibrosa e se parece muito com carne de vaca em termos de sabores. Saímos de Los Cobres rumo a Salinas Grandes pela ruta 40, estrada de terra e pedras que vai balançando bem, por duas horas viajamos em meio a lhamas, burrinhos e com muita sorte vimos um avestruz! Impossível tirar foto, quando o bichinho viu a van saiu correndo.

     Chegando em Salinas Grandes a parada é de 30 minutos para visitar aquele campo imenso de sal, todo branco!! Se mistura com o céu azul e se torna um cenário lindo! Para extrair o sal são criados buracos no chão e adiciona-se água extraída também do solo, com a evaporação dessa água extrai-se o sal. Dali o sal é enviado as refinarias que o limpam e industrializam para venda. Algo interessantes desse passeio, além da paisagem, é o fato de Salinas Grandes ser uma salina composta de sais minerais e não marinhos, ou seja; sais provenientes das chuvas dos andes.

     Depois de várias fotos na salina pulando, seguimos a Purmamarca com uma parada no ponto mais alto da viagem: 4170 metrôs em Jujuy, ainda na região da Puna. Além de outras diversas paradas para fotos em meio aos cenários exuberantes da natureza. Chegando em Purmamarca fizemos uma boquinha com a típica tortilla assada e demos um role pela cidade que é uma gracinha, toda de terra e com os morros ao redor. Em Purmamarca está o Cerro de Siete Colores porém ele fica um pouco apago na parte da tarde, o ideal é dormir por lá e fazer a visita no dia seguinte pela manhã. De qualquer maneira, mesmo meio apagado ele é lindo, são diversos morros um sobre o outro com as formações em diversas cores. De Purmamarca voltamos a Salta em uma viagem de quase 3 horas, todos praticamente babando na van rs.

     Em resumo: uma paisagem sensacional, diferente de tudo que já vi até hoje, cores e mais cores contrastando com o céu azul!! Além da história milenar que essas cores carregam, aprendi muito sobre a vida nas montanhas e me emocionei com a bondade do padre Chifri e sua força de vontade para transformar a vida de pessoas! Me emocionei também ao sentir a humildade desse povo todo!!

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5 thoughts on “Detalhes do passeio até Salinas Grandes e Purmamarca

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